O Brisa Nerd agradece a JFGames pelo envio antecipado da chave da jogo!
Após uma demo promissora em janeiro, a questão agora é: a experiência completa consegue manter o fôlego ou foi apenas uma boa primeira impressão?
Pouso Forçado em AE-38
A história de Super Alloy Crush começa com os Cosmic Hunters a caminho do planeta AE-38. Você escolhe entre dois personagens jogáveis (por enquanto): Muu, a lutadora de curto alcance, e Kelly, o atirador de precisão. O objetivo é simples: sobreviver a um pouso forçado em um planeta feito inteiramente de aço, derrotar a Rainha e retomar a missão original.

O loop de jogabilidade se estabelece rapidamente: você avança pelas fases, coleta recursos e volta ao Hub para melhorar seus personagens e sua nave de suporte, a NaviShip. É aquele tipo de progressão que justifica o clássico “só mais uma partida”. Além do Modo História, existe o Frenzy Mode (modo infinito) para quem quer apenas testar sua resistência contra ondas de inimigos.
Jogabilidade: Repetição com Propósito
Como um brawler 2D com elementos de roguelike, o jogo se apoia fortemente na repetição. O fluxo principal não muda muito: avançar, destruir tudo o que se move e coletar moedas. Embora possa parecer repetitivo para alguns, o design dos mapas ajuda a quebrar a monotonia com rotas secretas e caminhos escondidos que recompensam a exploração.

O sistema de upgrades é um dos pontos altos. Em vez de apenas gastar pontos em atributos, você interage com um sistema de grade estilo “placa de circuito”, onde encaixa itens passivos como um quebra-cabeça. Isso dá um controle estratégico interessante sobre como você quer que seu personagem se comporte em combate.
| Recurso | Função | Como Carregar |
|---|---|---|
| HP | Pontos de Vida | Itens de cura e upgrades |
| SP | Habilidades Padrão | Uso constante e regeneração |
| EP | Habilidades Ultimate | Causando dano em inimigos |
O Problema do Equilíbrio
Apesar da base sólida, Super Alloy Crush sofre com alguns problemas de balanceamento. O principal deles é o carregamento do EP. Mesmo com builds focadas nisso, a barra de Ultimate demora uma eternidade para encher. Em muitas partidas, você mal consegue usar seu golpe mais poderoso, o que é frustrante, especialmente contra chefes que possuem várias barras de vida e regeneram seus próprios recursos rapidamente.

Além disso, há uma disparidade clara entre os personagens. Muu parece ter sido a prioridade no desenvolvimento; seu estilo de luta flui perfeitamente com o ritmo do jogo. Já Kelly parece travado em comparação, com ataques carregados que o deixam vulnerável e um conjunto de habilidades que nem sempre parece se encaixar nas situações caóticas que o jogo propõe.
Veredito
A variedade de inimigos é satisfatória e mantém o desafio visualmente fresco, mas a dificuldade em si é um pouco “plana”. Muitas vezes, você vence mais pelo poder bruto dos seus upgrades do que por maestria técnica.
Pontos Positivos
•Sistema de “placa de circuito” para upgrades é envolvente.
•Ótima variedade de tipos de inimigos e padrões de ataque
•Exploração recompensadora com caminhos secretos.
•Estética 2D sólida e loop de progressão viciante.
Contras
•Carregamento de EP (Ultimate) é excessivamente lento.
•Desequilíbrio notável entre os personagens jogáveis (Muu vs. Kelly).
•História um pouco confusa e fragmentada.
•Picos de dificuldade inconsistentes.
Informações do Produto:
•Desenvolvedora: Alloy Mushroom
•Plataformas: PC (Steam)
•Gênero: 2D Action Brawler / Roguelike
•Lançamento: 8 de Abril de 2026 (Acesso Antecipado)

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