Um programador da Capcom argumentou que mods criados por usuários para seus jogos de PC deveriam ser bloqueados porque não são diferentes das ferramentas de trapaça em nível técnico.

Conforme apurado pela PCGamesN, a declaração foi feita na semana passada durante uma palestra proferida na Open Conference da Capcom.

Durante uma discussão focada em medidas antifraude e antipirataria em jogos para PC, o programador Taro Yahagi explicou que, embora alguns jogadores usem mods para aprimorar seus jogos, fundamentalmente eles não são diferentes de ferramentas de trapaça e outras modificações maliciosas.

Yahagi observou que embora “os mods sejam populares entre os usuários porque permitem adicionar ou alterar vários recursos de um jogo existente”, eles ainda devem ser bloqueados por software anti-cheat e antipirataria porque são implementados da mesma maneira.

Em um slide que pergunta “você deve direcionar mods em seus programas anti-cheat/antipirataria?”, Yahagi observou: “Todos os mods são definidos como cheats, exceto quando são oficialmente suportados”. Ele acrescentou: “O que eles estão fazendo internamente não é diferente de trapacear”.

Narrando os slides, ele explicou: “Para fins de anti-cheat e anti-pirataria, todos os mods são definidos como cheats. Isso quer dizer que os mods que não são oficialmente suportados pelo jogo são impossíveis de distinguir das ferramentas de trapaça, em termos de implementação.”

Embora tenha admitido que “a maioria dos mods pode ter um impacto positivo no jogo”, Yahagi destacou que “alguns mods podem ser prejudiciais para a empresa, tanto em termos de danos à reputação quanto em termos de carga de trabalho”.

Ele argumentou que alguns mods são “ofensivos à ordem pública e à moral”, e que estes “podem ser confundidos com implementações legítimas”, causando má publicidade para a Capcom.

Ele disse que mods maliciosos ou com bugs podem aumentar a carga de trabalho da Capcom, porque os jogadores afetados podem usar os recursos de suporte da editora enquanto tentam investigar e resolver problemas que o jogo padrão pode não apresentar.

A Capcom recebeu reação negativa no passado por adicionar a polêmica tecnologia anti-adulteração Denuvo em alguns de seus jogos Steam, incluindo Resident Evil Village em 2021. Em abril de 2023, Village foi atualizado para remover o Denuvo.

Segundo Yahagi, o RE Engine da empresa, utilizado na maioria de seus jogos, possui seu próprio módulo de segurança que oferece “uma política uniforme anti-trapaça e antipirataria” que pode ser evoluída e melhorada a cada novo jogo.

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